INTRODUÇÃO

O estado do Piauí não pode continuar na mesmice de sempre. São governos sucessivos que insistem em governar sem planejamento de resultados, sem a objetividade necessária no aproveitamento das potencialidades naturais do estado, verdadeiras dádivas de Deus, como nossos rios perenes, especialmente o majestoso Parnaíba; nossos 11,5 milhões de hectares de cerrados setentrionais; nossos ricos minérios; nossos majestosos vales e mais belezas naturais como o Delta do Parnaíba, Serra da Capivara e Sete Cidades.

Como se pode observar, não dá para aceitar que certos tipos ainda digam por aí, que o Piauí é um estado pobre. Não, absolutamente não! Não somos pobres, e somos, mas, de políticos criativos e competentes, capazes de redirecionar o estilo de governar, buscando estruturar o estado de pontos básicos e prioritários, preparando-o para o tão almejado desenvolvimento.

Com a experiência profissional de décadas como jornalista profissional e como deputado estadual por três legislaturas, de 1983 a 1995, acompanhando a evolução de nossos estados vizinhos e convivendo com nossos governantes, ora no poder e ora na oposição, acreditamos que podemos contribuir colaborando com nossos pretensos candidatos a governador, com um roteiro que consideramos necessário para a tão sonhada arrancada para o desenvolvimento, naturalmente com a experiência de ter vivido e acompanhado de perto, todas as nossas carências e deficiências que contribuíram para o nosso crônico atraso em termos de desenvolvimento. Se pensarmos nas fazendas de gado do império, que eram prioritariamente no Piauí, e o nosso intercâmbio comercial com a França e a Inglaterra, no final do século 19 e começo do século XX, facilmente concluiremos, que ao invés de progredirmos, encolhemos progressiva e comercialmente falando.

Para tal, se faz necessária uma série de mudanças que consideramos de vital importância para a plenitude das ações concretas de governo, especialmente se introduzirmos mudanças obrigatórias, quebrando velhos, crônicos e viciados modelos superados para o estilo de governar.

No Piauí estamos atrasados e muito. É preciso ousar, mas, para ousarmos com propostas diferentes no estilo de governar, precisamos fazer a quebra de velhas e cansadas ações arcaicas, responsáveis pelo nosso atraso secular, citando, por exemplo: o sonho secular do Porto de Luiz Correia, um marco necessário para o nosso sonho de desenvolvimento igualitário, com os demais estados nordestinos.

Diante de fatos incontestes de sub desenvolvimento, embora sejamos um estado riquíssimo, como definimos acima, tudo faz crer, que a mudança de estilo buscando a modernidade que fizeram de nossos vizinhos, estados prósperos e desenvolvidos, quem sabe, encontremos a fórmula para a grande saída tirando o Piauí do velho atoleiro em que se encontra. Vamos aos fatos:

 

DAS PRIORIDADES:

01 – BANCO DE DADOS

  Não entendemos como nossos governadores conseguem governar sem um banco de dados, com fontes de informações precisas para a elaboração de projetos consistentes e factíveis.

Sugerimos ao candidato, que se dirija o mais rápido possível ao vizinho estado do Ceará, e, em ali chegando, procure a Secretaria de Planejamento daquele próspero estado, para conhecer de perto, o Banco de Dados que a IBM implantou na SEPLAN daquele estado, com terminal direto no gabinete do governador, ponto básico de partida para se pensar em desenvolvimento. São dados fornecidos com precisão não só do estado vizinho, mas também, de todos os estados nordestinos, inclusive o nosso, com informações e dados precisos nos causando inveja, pelo avanço na organização daquele banco de dados, com transparência plástica e colorida, através de computadores de última geração e com tecnologia de ponta.

02 – UMA CONSULTORIA DE CREDIBILIDADE NACIONAL E INTERNACIONAL.

  Para se governar com sucesso no campo dos empreendimentos e com propostas concretas de desenvolvimento, não podemos prescindir da contratação de uma consultoria que seja capaz de competentemente oferecer e mostrar para o país e para o mundo, nosso potencial que facilmente despertará o capital privado nacional e estrangeiro, desde que, apresentado com propostas convincentes, de serem facilmente factíveis com dados e gráficos, de viabilidade técnica e econômica.

O exemplo desse sucesso está em nossos vizinhos. O Ceará é difundido dentro e fora do país, pela consultoria de Osmundo Rebouças, economista de renome nacional, com 50 PHDs, aptos na elaboração de projetos e propostas de fácil e confiável aceitação, pelos investidores nacionais e estrangeiros. O Maranhão foi buscar o talento e o conceito da equipe de João Sayad, que, competentemente, passaram a nortear os novos rumos do novo Maranhão.

Não dá mais para governar com um planejamento amadorista e com bacharéis em economia. Planejamento de resultados e com qualidade, se faz com consultorias capazes e competentes, elevando o nome e o conceito do estado para os grandes investidores de capital privado nacional e estrangeiro. Isto se torna necessário e imprescindível para qualquer administração que pense com responsabilidade em governar o estado, sem riscos de erros primários, como secularmente vem acontecendo com o nosso Piauí.

Essa consultoria a ser contratada, terá a responsabilidade de elaborar e desenvolver todos os projetos de todos setores ligados ao desenvolvimento do estado, com o compromisso de atrair para o Piauí, investidores em todos os setores carentes de desenvolvimento do estado tais como: agricultura, turismo e a sonhada conquista, de um parque industrial, dentro dos padrões de normalidade como acontece nos demais centros do país. Essa consultoria terá em seu contrato, o compromisso de, mensalmente, trazer para o Piauí, um investidor dentro das nossas carências e necessidades.

 

DAS METAS BÁSICAS E PRIORITÁRIAS PARA O DESENVOLVIMENTO

  AGRICULTURA

 Os cerrados do Piauí são indiscutivelmente o nosso maior pólo de desenvolvimento agrícola. Isso, sem desmerecer a nossa agricultura familiar e secular no Piauí, mas que serve apenas para a subsistência do homem do campo, entretanto, sem colocar o nosso estado inserido no PIB nacional com uma larga tonelagem de grãos, que poderíamos oferecer ao país, desde que redirecionemos o governo para o grande potencial dos nossos cerrados.

Por força da nossa fotossíntese solar, o nosso grão de soja - conhecido no mundo como grão de ouro -, oferece uma tonelagem maior do que nos demais cerrados do sul do país, podendo, produzirmos uma tonelada a mais por hectare, em relação aos estados produtores de soja. Enquanto eles produzem cerca de 2,5 toneladas por hectare, ou 3,0 toneladas quando transgênicas, no Piauí, podemos tirar 3,5 toneladas por hectare e até 4,5 por hectare, quando for transgênicas.

Para o sucesso de nossa produção, precisamos pensar no plantio de dois milhões de hectares, para buscarmos a produção de sete a nove milhões de toneladas de soja, colocando definitivamente o Piauí no contexto do desenvolvimento agrícola do país.

 

DAS AÇÕES DE GOVERNO

  Para alcançarmos esse índice de progresso e desenvolvimento atraindo cada vez mais plantadores de soja para o povoamento de nossa rica região produtora, precisamos agir com seriedade e objetividade, levando a infra-estrutura necessária para o sucesso desse projeto prioritário de desenvolvimento.

 

ENERGIA COM PROJETOS ESTRUTURANTES

01 – Fazer e com urgência a ramificação (distribuição), da rede elétrica e aumentarmos o número de estações rebaixadoras. Com isso garantiremos o funcionamento dos silos de armazenamento das safras, levando segurança aos agricultores e empresas do setor agrícola.

 

ESTRADAS PRIORITÁRIAS E ESTRUTURANTES

 

02 – Se a energia é a prioridade número um, a construção da TRANSCERRADO e suas vias de acesso aos projetos, são de vital importância, para o sucesso do audacioso projeto de plantio de dois milhões de hectares em nossos cerrados, dentro de um período mínimo de 10 anos. Vale ressaltar que temos 11,5 milhões de hectares de cerrados, dos quais, oito milhões, perfeitamente agricultáveis.

 

DO DESMATAMENTO

  03 – Todos os estados produtores de soja (grãos) aproveitaram o seu potencial de terra para tal. Agora, alguns neófitos querem proibir do Piauí desmatar os seus cerrados, objetivando a larga produção de soja. Compete ao novo governador assumir uma posição corajosa e com autoridade, fazer prevalecer o que recomenda nossas Leis, notadamente que, resguardando áreas de preservações no percentual de 20 ou 30%, dependendo do pacto para a preservação das matas ciliares em consonância e de acordo com o IBAMA. Agindo assim, estaremos defendendo nosso rico potencial e contribuindo para com o desenvolvimento do país e tirando o Piauí do humilhante índice de contribuição, com apenas menos de 0,5% do PIB do país. Para alcançarmos esses objetivos, precisamos dotar o estado de uma estrutura de planejamento de alto nível, que gere credibilidade e confiança ao empresário produtor de grãos de soja.

 

DO RIO PARNAÍBA E DA CODEVASF

 

0l - O Rio Parnaíba foi absorvido pela CODEVASF num projeto de autoria do então senador

Freitas Neto, que já tem mais de 10 anos. É inadmissível que ainda não tenhamos nada de concreto em termos de desenvolvimento e irrigação nas margens do Parnaíba, como acontece há muito tempo no Vale do São Francisco, especialmente nos estados da Bahia e Pernambuco.

A falta de um planejamento voltado para o aproveitamento de nossas riquezas naturais e bem delineado com propostas factíveis faz de nosso estado um exemplo degradante para o nordeste e até para o país. É inadmissível que um estado que possui o segundo maior rio do nordeste, nada produza aproveitando o potencial de metros cúbicos de água que graciosamente escoam para o Atlântico.

Para tal, se fazem necessárias, urgentes ações de governo, voltadas para a definição de projetos com a distribuição de adutoras possantes e potentes, para regiões diversas do Piauí, gerando celeiros de produção, especialmente no campo da fruticultura, dotando o Piauí de um potencial digno de fazer inveja aos nossos estados concorrentes. Para tal, é preciso planejamento de resultados voltado, direcionado, para o setor da fruticultura, devendo ser instituído um programa de cooperativas, com larga produção de frutos, voltada prioritariamente para o mercado europeu.

Vale ressaltar, que a falta de orientação técnica que norteie o aproveitamento do Vale do Parnaíba, nos moldes do São Francisco, tem sido desviado para municípios outros, que aparentemente, não diz respeito ao aproveitamento do Velho Monge, como pela lógica deveria acontecer. Os recursos da CODEVASF têm servido para estradas vicinais, eletrificação de povoados, quando o correto deveria ser aplicado em produção, especialmente nos municípios onde já existem estruturas de estradas e eletrificação, não se justificando o desvio dessas ações para setores que não gerem progresso e desenvolvimento com geração de emprego e renda.

 

DO PROJETO GRANDE TERESINA

  Essa proposta, a exemplo da Codevasf, há muito foi transformada em Lei e pode receber recursos do OGU – Orçamento Geral da União -, carecendo apenas de estudos e projetos visando robustecer o progresso e desenvolvimento das 13 cidades que compõem a definição do mapa.

Desenvolver programas cooperativistas, naturalmente que obedecendo à cultura popular de cada município, especialmente no setor agrícola, com prioridade para projetos de fruticultura, transformando a capital e região num pólo exportador de frutos para o mundo. Os projetos nascerão de acordo com a tendência cultural de cada município, todos voltados para o setor produtivo.

Esse projeto Grande Teresina pode perfeitamente, mudar o perfil econômico dos treze municípios consolidando a geração de emprego e renda, especialmente se souberem atrair investimentos industriais para os respectivos municípios, como bem acontece na chamada Grande Fortaleza, no vizinho estado do Ceará. Aliás, um modelo a ser seguido.

 

DO POTENCIAL DO RIO POTY

  Muito falamos do grande potencial do Rio Parnaíba, entretanto, o Rio Poti, merece um projeto mais audacioso, a partir da barragem de Castelo, aproveitando o belo cânion próximo da cidade, onde será formado um gigantesco lago de bilhões de metros cúbicos d'agua, proporcionando riqueza e desenvolvimento e uma obra estruturante para outros projetos em cadeia como: barragens contínuas ao longo do rio, até o encontro com o Parnaíba no bairro Poti Velho, em Teresina.

Para esse novo Rio Poti, são muitos os projetos que advirão por conta das barragens. Regiões próximas a Teresina, poderão ser transformadas fácil mente em grandes celeiros de produção de frutos, legumes e verduras, diminuindo consideravelmente a nossa necessidade de importação desses produtos, oriundos de outros estados. Visitando as margens do Poti, próximo dos municípios ligados à Grande Teresina, observa-se, facilmente, o potencial de terras, vergonhosamente sem nada produzir, mas, cercadas, com proprietários que atrapalham o desenvolvimento do setor agrícola do município, exigindo dos governantes, decisões políticas, na formação de cooperativas produtoras dessas culturas, tais como: a) FRUTOS – melão, maracujá, abacate, melancia, abacaxi, tangerina, limão azedo, lima da pérsia, laranja, uva, banana, etc. b) LEGUMES – feijão, milho, vagem, batata, beterraba, cenoura, abóbora, abobrinha, nabo, geremum etc. c) VERDURAS – repolho, acelga, alface, cheiro verde, (cebola e coentro), tomate, pimentão, quiabo, maxixe, couve, couve flor, manjericão, rúcula, salsa, etc.

As margens do Poti e do Parnaíba, oferecem um grande potencial, para a produção em larga escala dessas culturas agrícolas, podendo transformar a capital e os 13 municípios definidos para a Grande Teresina, num forte pólo exportador, não só para dentro do país, mas, especialmente para o mercado exterior, Estados Unidos, Europa e parte da Ásia.

DO INCENTIVO À PSICULTURA

  Os rios Parnaíba e Poty podem ainda ser transformados em grandes celeiros de criação de peixe, tanto nos lagos e zonas laterais (ribeirinhas), como em tanques redes, proporcionando um novo e grande filão da economia piauiense, em se pensando no mercado de exportação. Do peixe se aproveita tudo, a pele para a confecção de bolsas, cintos e calçados; o filé para o mercado de exportação e os ossos para a farinha de osso, também, de grande utilidade e valor comercial.

O Piauí não pode continuar um estado sem planejamento agrícola. Para isso precisa de uma consultoria a altura de dar inicio e seqüência para todos esses projetos, transformando o estado num pólo de progresso, desenvolvimento e exportador.

 

É PRECISO MUDAR A MENTALIDADE DE GOVERNAR

DA NAVEGAÇÃO DO RIO

  01 – Muito se discute sobre a navegação do Rio Parnaíba, muitas são as opiniões, às vezes de pessoas incrédulas e que não acreditam no desenvolvimento do nosso estado. O Rio Parnaíba é navegável sim. Para tal afirmação, existe uma carta náutica, como documento comprobatório dessa navegabilidade, sob a responsabilidade de uma das mais confiáveis entidades internacionais, a JIKA, órgão pertencente ao governo do Japão, para elaboração de projetos sem fins lucrativos, para estados de paises do terceiro mundo. Essa, indiscutivelmente, uma grande contribuição do governo do Japão ao povo e ao governo do Piauí.

02 – De posse de tão importante carta náutica resta ao novo governante, lutar primeiro pelas eclusas de Boa Esperança, e em seguida, buscar na China, um protótipo de embarcação do tipo chata, que possa navegar em águas até 90 centímetros de calado, conforme comprovou a conceituada JIKA, em seu relatório entregue ao governo do Piauí, depois dos estudos feitos nas águas do Parnaíba, ao longo de seus 1.600 quilômetros de extensão, das nascentes até ao Atlântico.

 

DO PORTO

  01 – Esse tema secular no Piauí merece uma atenção especial de nossos governantes. É preciso que seja definido, de uma vez por todas, a prioridade para a conclusão do porto. Essa falácia de que não temos o que exportar é mais uma negatividade imposta ao nosso desenvolvimento. Claro que tão logo tenhamos o nosso porto, as cidades vizinhas do Ceará e Maranhão, também passarão a exportar e importar pelo nosso porto, pois muitas delas estão muito distantes dos portos marítimos de seus estados, sendo mais econômico utilizar o nosso Porto de Luiz Correia, da mesma forma como nossos empresários se utilizam dos portos do Ceará e Maranhão, para suas importações e exportações. É uma questão de piauiensidade, pois o povo do Piauí há mais de um século, sonha com esse porto, ponto de partida de qualquer estado que tenha planejamento voltado para o desenvolvimento sócio-econômico.

É bom que se deixe patenteado, que dois pontos são importantes para o sucesso e viabilidade técnica do nosso porto: a navegação do Rio Parnaíba, com a conclusão das eclusas de Boa Esperança e a recuperação do ramal ferroviário, ligando Parnaíba a Teresina e consequentemente a Fortaleza e a São Luiz. A ferrovia será um grande trunfo para o sucesso do nosso Porto.

 

DO TURISMO PROFISSIONAL E PRIVADO

  01 – Esse quesito merece uma atenção especial. Vamos falar da tão propalada indústria sem chaminés. No Nordeste, apenas o Piauí continua sem implantar a sua indústria turística, notadamente por falta de ações competentes de governo, voltadas para o setor. Tivesse o estado do Piauí, uma consultoria de categoria internacional para agenciar entendimentos empresariais para o setor turístico, com certeza, já teríamos encontrado, os parceiros necessários ao desenvolvimento do nosso setor turístico.

A rede hoteleira das grandes capitais marítimas do país é conhecida, e estão espalhadas pelo mundo inteiro. Mas, para desilusão dos piauienses, nossos governantes não têm conseguido atrair o capital privado para desenvolver o nosso setor turístico, embora o Piauí tenha o privilégio de ter um potencial turístico de fazer inveja. Cite-se: O Delta do Rio Parnaíba, o único das Américas em mar aberto e um dos três existentes no mundo, com a formação de 77 ilhas, cuja entrada está na cidade de Parnaíba; a Serra da Capivara onde está implantado o Museu do Homem Americano; 7 Cidades e 66 quilômetros de zona marítima, com belas e encantadoras praias, além da Lagoa do Portinho, cercada de dunas, que tem muito mais atrativos do que a Lagoa do Abaeté, no estado da Bahia.

Para difundirmos para o mundo nosso potencial turístico basta que tenhamos uma consultoria especializada para o setor, com a responsabilidade de bem representar o nosso estado, abrindo portas, programando encontros em nome do governo do Piauí, até atingirmos as metas desejadas de desenvolvimento para o setor turístico.

Não adianta o governador viajar com o seu secretário de turismo pelo mundo, tentando vender ou convencer dos nossos atrativos turísticos. Esse papel deve ser entregue a uma consultoria especializada do setor turístico para, definir de vez, a implantação do nosso turismo profissional, com a força do capital privado nacional e estrangeiro, naturalmente que por força dos incentivos a serem oferecidos.

Esse projeto voltado para o setor turístico pode ser desenvolvido a partir do primeiro dia de governo, pois, trata-se de uma oportunidade de geração de emprego e renda facilmente factível de ser implantada, pela força dos atrativos ímpares de que dispomos.

 

ZPE, USINAS EÓLICAS E UNIVERSIDADE DO DELTA. TRÊS IMPORTANTES PROJETOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA GRANDE PARNAÍBA.

  UNIVERSIDADE DO DELTA - Além do Porto de Luiz Correia e da implantação do nosso pólo turístico, o norte do Piauí, mais precisamente os municípios que formam a Grande Parnaíba, necessário se faz, um conjunto de ações governamentais, para a implantação o mais breve e rápido possível, da Universidade Federal do Delta do Parnaíba, projeto de autoria do senador Mão Santa e já aprovado no Senado e em fase de conclusão na Câmara dos Deputados. A Universidade do Delta trará progresso e desenvolvimento para o comércio da região, devido a grande procura por jovens do Piauí, Ceará e Maranhão, transformando a cidade de Parnaíba num pólo cultural de referência do nordeste do país.

USINAS EÓLICAS – O litoral do Piauí é rico em correntes de ventos marítimos, fortes, propiciando aos municípios que formam a grande Parnaíba, em áreas propícias, para implantação de usinas eólicas. Esse tipo de projeto está em larga expansão especialmente no nordeste, com financiamentos factíveis junto ao BNB e ao BNDES.

A ZPE – Zona de Processamento e Exportação se somando ao Porto, ao turismo e à implantação da Universidade do Delta, formarão um grande e arrojado pólo de desenvolvimento regional. Ora, para uma região que até bem pouco não tinha perspectivas nenhuma de desenvolvimento, de repente as idéias convergem para uma nova realidade, dependendo apenas de um governante arrojado, competente e com visão de estadista.

A ZPE de Parnaíba vai atrair montadoras do mundo inteiro, gerando um mercado de trabalho nobre que irá se encaixar perfeitamente aos interesses da juventude litorânea, formando um grande pólo gerador de emprego e renda. Esse, no momento, o mais promissor projeto de desenvolvimento para aquela região.

Como se pode observar o norte do Piauí mais precisamente as cidades litorâneas, precisam somente de um governante com a sensibilidade e visão empresarial, consciente de que esses projetos precisam ser absorvidos com o máximo de interesse e vontade política de fazer.

Por isso, voltamos a insistir que a classe política do Piauí precisa e com responsabilidade, mudar e a partir de agora, o arcaico estilo de governar. Precisamos de um governador dinâmico, de visão e empreendedor. Essa é a hora da mudança de que tanto prescindimos e necessitamos.

 

CONCLUSÃO

Esses são os principais pontos básicos para o desenvolvimento sócio econômico do nosso estado. Temos potencial invejável faltando apenas um planejamento com projetos arrojados e de consistência técnica. Quando um projeto é bem elaborado, notadamente que mostrando com segurança as viabilidades técnicas e econômicas, obviamente encontrará um investidor interessado. Sempre haverá em algum lugar do mundo, um capital privado interessado em investir para se consolidar cada vez mais, sendo necessário que tenhamos uma consultoria de credibilidade internacional, para a confecção e elaboração desses projetos com arrojo e incentivos capazes de atraírem o investidor. Quando o projeto é perfeitamente factível, facilmente se encontrará o investidor.

Com essas propostas acima delineadas, acreditamos que estamos contribuindo para a definição de projetos necessários a qualquer governo que esteja voltado intencionalmente para o real desenvolvimento do nosso estado.

O Piauí não pode mais continuar tergiversando administrativamente falando. Chega de improvisos irresponsáveis que levaram o nosso estado a se constituir no menor PIB do país, uma marca negativa que precisa ter fim, com ações positivas de um governo que tenha a responsabilidade de bem representar o nosso povo, cansado de tanto esperar por um projeto que infelizmente ainda não chegou. A hora é essa. O momento requer mudanças radicais e para tal necessário se faz o que chamamos de decisão política de um executivo que tenha compromisso com essa nova realidade do nosso estado. A hora é de mudança no estilo de governar, para erradicar de vez, o subdesenvolvimento em que vivemos.

 

Teresina, 19 de janeiro de 2010

 

Jornalista Francisco Tomaz Teixeira

Telefone 086 – 9981-5007

 


Fora da estrada

A Ford acaba de comprar a Troller, indústria de jipes do Ceará, fenômeno do

mercado off-road que estava incomodando as vendas do EcoSport. Pagou à vista. O preço que os donos pediram.

Conceição chora

A economista Maria da Conceição Tavares está em depressão profunda. Há 40 dias não sai de casa, nem atende ao telefone. Ficou desiludida com a crise do mensalão, mas depois reagiu. Agora foi a nocaute com a queda do senador Aloizio Mercadante, envolvido no escândalo do dossiê. Era seu pupilo predileto.

Batalha do câmbio

A grande briga nos bastidores do governo é para implementar (ou não) o controle do câmbio. Henrique Meirelles insiste na queda gradual dos juros. Conta com o apoio de Antônio Palocci e Luiz Dulci. Uma aliança de Guido Mantega, Dilma Rousseff, Tarso Genro e Delfim Netto acha que, se o Brasil controlar o fluxo de dólares para o Exterior, aumenta a liquidez interna e a taxa de juros cai.

Autonomia total

Começa a tramitar no Senado uma emenda constitucional que dá autonomia para

a Polícia Federal. Se passar, a PF terá orçamento próprio e liberdade de ação, como o Ministério Público.

Boas novas

Mercosul e União Européia retomam as negociações por um acordo comercial. O Itamaraty espera ter uma surpresa agradável. Nas conversas informais, europeus avisam que vêm com uma boa proposta de abertura do mercado agrícola. Pode sair acordo em 2007.

A maldição dos Collor

O ex-empresário Leopoldo Collor de Mello acaba de deixar um hospital público de São Paulo. Ficou seis meses tratando de um câncer no pescoço, que já consumiu seu maxilar. Não pode mais aparecer em público. Internado em casa, tem telefonado (a cobrar) aos amigos para pedir até R$ 500 emprestado. Queixa-se que entregou sua última reserva, US$ 2 milhões, para o irmão Fernando Collor comprar o Dossiê Cayman. Agora, o ex-presidente já não fala com ele nem lhe repassa os lucros das empresas da família. Só a irmã Leda Coimbra lhe estende a mão.

Festa de Marisa

Marisa Letícia está organizando uma grande festa para comemorar o segundo reinado de Lula. No dia 1º de janeiro, será a festa oficial no Itamaraty. A festa de Marisa será na Granja do Torto, dia 13. Só para os amigos. Entre eles, Hugo Chávez e Raúl Castro, irmão de Fidel.

Supertrator

Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, conseguiu de Lula poderes que nem o antecessor José Dirceu sonhou. No próximo governo, ela vai estabelecer prazos para que os colegas ministros apresentem as soluções para os problemas. Depois, vai dar prazos para que executem as decisões. Se enrolarem, terá carta-branca para passar por cima.

“O País não aceita retrocessos”

Desde a redemocratização, Luiz Inácio Lula da Silva foi o único presidente que

manteve um só ministro na Pasta da Justiça por quatro anos. Ele é o advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos. O presidente tem motivos para comemorar o fato. Thomaz Bastos revolucionou a Polícia Federal e transformou-se no principal conselheiro do presidente, para assuntos jurídicos e políticos. Fez a ponte com a oposição para tratar de temas delicados. Foi dele a idéia de criar o Conselho Nacional de Justiça, para fiscalizar o Judiciário. O ministro não é filiado a nehum partido.

Prêmio Nobel

O laureado é o escritor turco Orhan Pamuk 

O romancista turco Orhan Pamuk ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 2006 (US$ 1,3 milhão). O anúncio foi feito na quinta-feira 12 pela Academia Sueca. Seus principais livros são: O ano é vermelho, A cidadela branca e Os jardins da memória (os dois últimos traduzidos para o português).


FRASES

"Sou como os cachorros. É só passar a mão que eu abano o rabo"

Clodovil Hernandes, deputado federal eleito por São Paulo

Trem bom

Há um grupo coreano querendo a concessão do trem bala entre Rio e São Paulo. Disseram ao presidente da estatal Valec, Francisco Neves, que não vão perder o negócio por nada. Vão concorrer com italianos, espanhóis e com um consórcio da Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Preço mínimo: US$ 9 bilhões.

Tio Patinhas

Quando terminou a gravação dos programas de Lula no primeiro turno, o marqueteiro João Santana, o “Patinhas”, dispensou toda a equipe. Tinha certeza de que iria ganhar de cara. Agora está desesperado tentando contratar. Tem gente que já está no programa de Geraldo Alckmin. E não quer voltar. Mesmo ganhando menos.

Risco PF

O que fazer com a PF num segundo mandato? A proposta que mais agrada ao presidente Lula é dar independência total. O novo diretor-geral seria escolhido por uma lista tríplice.



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